quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carradas de Melancia!

Carradas de Melancia!



Dura mais agradável tarefa, era, ajudar descarregar as melancias da velha rural cor de abórbora e branca, aliás, foi à bordo da mesma que me sentir motorista pela primeira vez! (depois conto essa história). Melancias que vinham do Sítio do Meio ou da Boa Hora. Melancias espalhadas no terraço, naquele tempo, as compridas eram as mais abundantes, lindas, rasgadas no peito por uma boa facada, expunham sua vermelhidão, seu cheiro, suas sementes pretinhas, jorravam seu suco no canto das nossas bocas, eram tantas e tão robustas que só comíamos o vigor de suas carnes mais gordas e encarnadas! Ligeiro, cortávamos outra e outra...não lembro de ter ouvido uma queixa do Tio Pedim com tanta sobra de carnes de melancia desperdiçadas, só lembro de suas satisfação através de sorrisos, em ver seus filhos e sobrinhos com o buxo pra estourar de tanta carne de melancia! Olhava e saía arrastando sua velha sandália de couro, voltava pra quitanda, ia atender a freguesia! Vem desse tempo minha paixão por melancia, pena que hoje, as redondas são as mais comuns, ouvir dizer que tem até melancia quadrada lá pras bandas do Goiás!

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