segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fado com carne seca e gibão..e é? é.

FADO  COM  CARNE  SECA  E  GIBÃO... e é? é.

Caro internauta, me permita compartilhar com você um pouco do meu bem querer pelo fado, pelo aboio e pela incelença. A palavra fado vem do latim  fatum, ou seja, "destino", daí vem a palavra fada.  Estilo musical tipicamente português, que tem como característica principal o grito da alma, a melancolia, a saudade que dilacera a musculatura do peito e que faz o mais forte dos viventes, urrar como um cabrito que se perdeu da mãe. Historiadores apontam  os navios portugueses que se aventuravam no além mar, como o útero do fado, é conhecida a imagem do marinheiro na proa do navio gemendo de dor, dor de saudade!



FADO DO MARINHEIRO

Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.


Deitaram a todos as sortes
A ver qual d'eles havia
Ser pelos outros matado
P´ró jantar daquele dia



Caiu a sorte maldita
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.



Mas de repente o gageiro,
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras , terras de Lisboa.


O fado traz além da saudade, da sina, do ciúme e da dor  sentimentos que não podem ser expressos através de palavras catalogadas em qualquer que seja o idioma.  Os sons do canto do fado, do choro das guitarras portuguesas me fazem lembrar o “aboio” do vaqueiro sertanejo, as “incelenças” das rezadeiras e beatas que com suas ladainhas espantam as crianças em velórios realizados no meio das matas do maranhão,!  O morto estendido na mesa rodeado de carpideiras,  no fogão à lenha, bolos sendo assados pras visitas, e  lá no terreiro, um grupo de homens tomando cachaça fabricam o caixão do defunto com talas de buriti, luz ? Só as das lamparinas que “funcionam” com querosene, ajudam a produzir um cheiro que não se esquece jamais ...cheiro de querosene queimada misturado com cheiro de bolo e de defunto morto de morte morrida ontem à tarde!

De cara, apresento a mais exponencial das “fadistas” da atualidade, claro, sem jamais esquecer Ercília Costa, Amália Rodrigues etc.

Mariza dos Reis Nunes nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, na antiga Lourenço Marques, à época capital da província ultramarina portuguesa de Moçambique. É filha de pai português, José Brandão Nunes, e mãe moçambicana, Isabel Nunes.

Sobre o estabelecimento onde aprendeu a cantar o fado e onde atuou pela primeira vez aos cinco anos, já envergando um xale negro, Mariza referiu:

            “Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada!”

Composição: Amália Rodrigues
É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra
Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago

Foi de vós que recebi
E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


http://www.youtube.com/v/TeOhPR_0x8E&hl=pt_BR&fs=1&

Aniversário da 1a. IPI de Campinas Abril/2010

140 ANOS - Pastor Paulo Monteiro e cantor João Alexandre confirmados para o culto de domingo, 18. Conheça fotos e um perfil do pastor convidado

Paulo César Barros Monteiro, que já foi pastor da Primeira IPI e atualmente está na Primeira de Bauru e o cantor João Alexandre são os convidados para o terceiro culto da programação dos 140 anos, marcado para este domingo, às 18h30. Paulo é o pregador da noite e João Alexandre e sua banda apresentarão hinos e canções em louvor ao Senhor.

Paulo César Barros Monteiro O pastor Paulo César Barros Monteiro, pregador do culto deste domingo (18), tem algumas histórias que o ligam a Campinas. Foi aqui que terminou o curso de Teologia e que nasceu seu terceiro filho, Lucas. Trabalhou por quatro anos na Primeira IPI. Quando a igreja estava sem pastor, em 19 de novembro de 2000 e ele ainda era seminarista, pregou no culto matutino, em um dia que quase nem teve sermão. Paulo Monteiro acredita que todos deveriam ter atuação política. Detesta política eclesiástica: “Se os éticos se afastarem, vai sobrar espaço para os anti-éticos”, afirma. Pela convicção é filiado ao Partido Social Cristão (PSC) e expressa muitas de suas opiniões em um blog pessoal. Às vezes extrapola as fronteiras do espaço virtual, onde mantém ainda uma comunidade no Orkut. O jornal O Estandarte já publicou mais de uma vez suas posições. Que geraram replícas e tréplicas. “Pendenga” é a forma que dá a estas incursões. O hotsite 140 anos encaminhou algumas perguntas para o pregador deste domingo sobre tema diversos. Monteiro respondeu a todas – e mais algumas coisas... Confira, em tópicos, suas respostas, opiniões e veja GALERIA DE FOTOS.
Primeiro sermão
“Certa manhã, enquanto conversava com colegas seminaristas no intervalo de aula no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, um dos alunos comentou: ‘Neste último domingo a 1ª IPI aqui de Campinas experimentou uma divisão, o pastor comunicou na hora do culto que estava saindo para organizar uma nova igreja e quem quisesse poderia segui-lo'. Ouvi aquela história, cheguei em casa, comentei com minha esposa Mercia, e disse que iria com a família no próximo domingo àquela igreja. Chegando o domingo, nos dirigimos à igreja para a Escola Dominical. Recordo-me de ter encontrado logo no estacionamento da igreja os irmãos Rubens, Éssio e Márcia Silveira. Ao me apresentar como seminarista da 1ª IPI de Bauru, logo fui conduzido ao templo pelo irmão Éssio e apresentado ao presbítero Paulo Camargo, que com sua bengala (tinha acabado de fazer uma cirurgia), andava atarefado, explicando os motivos da divisão para alguns membros atônitos. Naquele mesmo instante o presbítero Paulo me perguntou se poderia pregar naquele culto matutino. Convite prontamente atendido, ali começou essa história de amor entre nós, Paulo Monteiro e a 1ª IPI de Campinas”.
Presbiterianismo, cemitério... “Sou um apaixonado por história da protestantismo brasileiro, tema de minha dissertação de mestrado, “Raízes do cisma presbiteriano brasileiro”. Fui o primeiro aluno a defender sua dissertação no mestrado em Ciências da Religião do Mackenzie.”

“Enquanto residia em Campinas, gostava de visitar o Cemitério da Saudade. Não por ter vontade de ali fixar minha residência, mas porque estão sepultados naquele local pioneiros importantes do protestantismo brasileiro, como George Nash Morton e Edward Lane, dentre outros.”

“Da minha passagem pela 1ª IPI de Campinas, recordo a benção de poder manusear atas e registros históricos desta igreja, a oitava igreja presbiteriana a ser organizada no Brasil”
Sargento?
“ Ao receber o convite do pastor Calvino para ajudar como seminarista desta igreja, estava passando férias no Maranhão. Convite aceito, interrompi as férias e voltei imediatamente para Campinas. Foi quando, ao ser indagado por um irmão da igreja de Bauru sobre onde atuaria como seminarista naquele ano, respondi que seria na 1ª IPI de Campinas. Ao que o irmão alertou: ‘Cuidado. Conta-se que em Campinas tem um irmão sargento da reserva do Exército, que é bravo demais da conta, pega no pé dos pastores, seminaristas etc’ Chegando em Campinas, constatei que o irmão ‘sargento’ e bravo, era na verdade o tenente-coronel Enjolras, presbítero em disponibilidade, que veio a tornar-se um dos meus melhores amigos, conselheiro e apoiador ministerial. Recordo-me, com gratidão, que em determinado momento de luta ouvi do presbítero Enjolras: ‘reverendo Paulo, deixa de ser teimoso. Apenas ore.’

Servo amarelo
“O meu único objetivo de vida é servir ao Senhor como pastor de almas. Gosto de dizer: ‘não passo de um amarelo servo do Senhor’”.
Fortaleza, 2006
“Em 2006 eu aceite um convite do Seminário Teológico de Fortaleza, instituição de ensino da IPI do Brasil. Permaneci por três anos, como professor de diversas disciplinas, como Psicologia Pastoral, História da Igreja, Homilética e Ética Cristã. Enquanto residia em Fortaleza, trabalhei na advocacia e professor da Faculdade de Direito Christus, nas disciplinas de Criminologia e Psicologia Jurídica. Gosto de dizer que foi um período de refrigério muito especial a minha estada no Ceará, já que de lá para o Maranhão era “um pulo” de 700 km apenas, aproveitando para ir à minha terra natal até três vezes por ano. Com a decisão da igreja nacional de fechar os seus seminários, e tendo sido convidado pela 1ª IPI de Bauru, retornei em 2009 à "cidade sem limites"[apelido de Bauru] para compor mais uma vez a equipe pastoral daquela amada igreja. Aqui sirvo ao Senhor atualmente.”

Política
“Não poderia deixar de falar de minha grande paixão por política secular. Detesto política eclesiástica. Sempre fui filiado a algum partido político. Defendo participação efetiva dos cristãos na condução dos rumos políticos do país. “Se os éticos se afastarem, vai sobrar espaço para os anti-éticos”. Atualmente é primeiro secretário do Partido Social Cristão(PSC) em Bauru .
Cultura inútil
“Como cultura inútil recordo-me do nome, partido e Estado dos 81 senadores da República.”
Pendenga
“Vez por outra me envolvo numa pendenga através do jornal O Estandarte, órgão oficial da IPI do Brasil. Atualmente afirmo abertamente através das páginas do Estandarte que as lideranças protestantes tiveram papel vergonhoso e covarde no período em que o governo era dirigido pelos militares, motivo de refrega com alguns leitores.

Paulo por ele mesmo

Paulo Cesar e família
“Paulo César Barros Monteiro, 41 anos, casado com Mercia Monteiro. Pai de Paulo Emmanuel, Flávio Douville e Lucas Walther. Pastor auxiliar da 1ª IPI de Bauru. É maranhense de Caxias. Formado em Psicologia (Unesp-Bauru), Direito (ITE-Bauru) e Teologia (Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas). Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Mackenzie, São Paulo. Terceiro filho entre seis irmãos. Filho de Flávio Monteiro e Bárbara Monteiro, residentes no Maranhão.”
“Fez sua pública profissão de fé aos 15 anos, na Igreja Presbiteriana de Caxias. Aos 18 anos foi estudar Teologia no Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife (Pernambuco). Interrompeu o seminário no 3º ano e veio para São Paulo fazer Faculdade de Psicologia em Bauru, voltando ao seminário para completar seus estudos teológicos apenas em 1999, quando já era casado e trabalhava como advogado em Bauru.”
“Foi através do apoio e incentivo do pastor Valdemar de Souza, então pastor da 1ª IPI de Bauru, que se sentiu seguro para retornar ao seminário. Foi licenciado em 2002 e ordenado ao Sagrado Ministério em fevereiro de 2003, tornando-se pastor auxiliar da 1ª IPI de Campinas, tendo sido esta sua primeira igreja como pastor ordenado.”