Marcas de bola na parede
da mente !
Das lembranças agradáveis que guardo comigo do período de três anos que morei em Fortaleza quando ministrava aulas no Seminário Teológico da IPI do Brasil, guardarei para sempre os “rachas” de futebol de salão que jogávamos às 5ª. Feiras após as aulas do período noturno, os jogos começavam por volta das 22:45 horas e, por vezes se estendia até às 01:00 da manhã! Na quadra do seminário, alunos, professores e moradores de um prédio vizinho se engalfinhavam em busca da sofrida pelota, testemunha de jogadas impossíveis de serem narradas, tal suas esquisitices. Normalmente, as disputa mais intensas se davam quando o time do seminário jogava contra o time dos rapazes do prédio vizinho. Naqueles poucos metros de cimento sem pintura ou marcações de quadra, testemunhei lances geniais, gols dubitáveis devido ao eterno rasgo das redes, confrontos de morte entre o Vacão e a Cabeça, saltos triplos mortais do Wellington de Boa Viagem, que, aliás, sempre jogava de calça social e sapatos bem engraxados, vai entender! Certa vez ao receber um passe, digamos “um pouco vigoroso” do Ricardo, o Boa Viagem, exclamou: cara, eu pedi um passe e não uma mancha no pulmão!
Ali, tive o privilégio e a alegria de jogar com estes amigos, servos de Deus, com meus filhos, Paulo, Flávio e até o Lukinha, dando os seus primeiros passos rumo à Libertadores! O duro era ouvir nessas noites da Mercia: “Êita, quero ver amanhã toda essa disposição na hora de acordarem pra ir à escola!”
Paulo Monteiro
Outubro/2010
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